A Coimbra, hoje, pouco resta de excelência. Se há sector onde vale a pena investir para tornar esta cidade competitiva é a saúde e tudo o que em torno dela pode criar-se. Não falamos apenas dos cuidados médicos, mas também das novas tecnologias e dos sistemas de informação que aqui podem gerar-se; do investimento científico e de inovação, assim como demais emprego qualificado que gira à volta deste sector.
Fazer de Coimbra uma “cidade-player” competitiva na investigação, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços ligados à Saúde voltaria a colocá-la no mapa (sobretudo internacional) gerando riqueza local e novas dinâmicas sociais e académicas.
Coimbra tem que criar as condições para atrair conhecimento e inovação, trazendo até si os melhores pensadores e investigadores para criar uma nova escola, desta feita com os pés bem assentes no contexto mundial de saber em que vivemos.
Coimbra – sobretudo a respectiva universidade – tem agora uma oportunidade interessante: a Microsoft em articulação com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, entidade do Ministério da Ciência, anunciou, ontem, a abertura de um Concurso Público para a atribuição da Cátedra Microsoft de Investigação em Saúde que visa o desenvolvimento de conhecimento no domínio das tecnologias de informação e comunicação aplicadas ao sector da saúde.
Esta Cátedra Microsoft prevê a criação de uma bolsa de investigação para promover a dinamização de novos projectos na área da saúde, designadamente, mas não exclusivamente: sistemas de informação da Saúde e interoperabilidade; interacção cidadão – sistemas de Informação da Saúde (C2H - Citizen to health); produção e difusão de conteúdos médicos.
Ora, a universidade de Coimbra deveria tirar mais partido das competências mútuas decorrentes de projectos com empresas-bandeira. Tem aqui uma oportunidade soberana, apresentando uma candidatura para acolher a Cátedra Microsoft. Esperemos que este investimento possa aterrar então em Coimbra contribuindo para o tão propalado destino-estratégico.
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